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Cartel de 14-3, o sexto posto na fila dos galos e uma sequência recente que só teve um tropeço: o perfil do canadense de olho no que vem pela frente.
Aiemann Zahabi carrega no passaporte a bandeira do Canadá e, na categoria dos galos (bantamweight), um cartel de 14-3-0. São dezessete lutas registradas, com quatorze mãos levantadas e apenas três derrotas — uma proporção que fala por si e que colocou o canadense no #6 do ranking da divisão. Estar entre os dez primeiros de uma categoria tão povoada quanto a dos galos não é acaso: é o tipo de posição que se conquista vencendo, e o número na frente do traço mostra que Zahabi vem fazendo exatamente isso.
Catorze vitórias contra três derrotas desenham um lutador que ganha muito mais do que perde — e o #6 confirma que essas vitórias vieram contra oposição de peso. Numa fila em que cada degrau é disputado com unhas e dentes, sentar na sexta cadeira significa estar a poucos passos do topo. É a fotografia de alguém que já provou valor e agora briga para subir ainda mais.
Não dá para narrar aqui golpe a golpe, mas a física conta parte da história:
Com 68.5" de envergadura para 5’ 8" de altura, Zahabi tem alcance ligeiramente superior à própria estatura — o tipo de medida que, no papel, favorece quem gosta de administrar a distância e trabalhar de fora antes de decidir quando entrar. A base Orthodox é a mais convencional entre os lutadores, o que costuma render trocações de leitura mais direta. E há a questão da idade: aos 38 anos, o canadense é um veterano em plena atividade num ranking de elite, o que sugere ripa de quilometragem e experiência acumulada — um trunfo diante de adversários mais jovens e menos rodados.
Aqui está talvez o ponto mais interessante do perfil. As últimas cinco aparições de Zahabi contam a seguinte sequência:
Ou seja: quatro vitórias e um único tropeço, esse diante de Sean O’Malley. É uma janela recente muito sólida, o tipo de fase que sustenta a posição no ranking e mantém o nome do canadense em evidência. Quatro mãos levantadas em cinco saídas é o retrato de um atleta afiado e em ritmo — não de alguém apenas segurando posição.
O próximo compromisso ainda não está definido nos dados que temos em mãos — e é justamente por isso que vale acompanhar. Quando o nome do adversário aparecer, o canadense do #6 estará entre os favoritos a manter a caminhada.
Fica o convite: siga de perto Aiemann Zahabi e, quando a próxima luta for anunciada, monte a sua setka e crave quem leva. Adivinhar o vencedor é sempre mais divertido quando você entra na discussão com um palpite fechado.