Sem login, sem cadastro, sem pagamento. Abriu — e você está dentro. Web agora, iOS e Android em breve.
Cartel de 30-6-0, topo do ranking peso-mosca e um estilo desenhado na balança — quem é 'The Cannibal' no papel.
Alexandre Pantoja, apelidado de “The Cannibal”, é um dos grandes nomes brasileiros do peso-mosca (Flyweight). O cartel fala por si: 30-6-0. São trinta vitórias registradas contra seis derrotas, um retrospecto de longevidade e consistência que poucos na divisão conseguem exibir. E o número que fecha a apresentação é o mais alto de todos: #1 do Flyweight. No topo do ranking da categoria, Pantoja é o ponto de referência — o cara com quem todo mundo da divisão quer o nome ao lado do seu.
Além do reinado na própria categoria, ele aparece em #13 no ranking peso-por-peso (P4P), o recorte que ignora divisões e tenta responder à pergunta favorita de qualquer holivar de fã: quem são os melhores lutadores do mundo, independentemente de quanto pesam. Estar entre os quinze primeiros do P4P sendo um peso-mosca é um recado direto sobre o nível técnico do brasileiro.
Sem inventar nada além do que os dados mostram, dá para ler bastante do jogo de Pantoja só pela ficha física:
O detalhe que salta aos olhos é a relação entre altura e envergadura. Com 5’ 5" de altura e 67.5" de alcance, Pantoja tem uma envergadura generosa para o tamanho — o tipo de vantagem de braço que, no papel, ajuda a medir distância, encontrar o adversário primeiro e trabalhar em cima do alcance dentro de uma divisão de gente compacta e veloz. A guarda Orthodox é a base ortodoxa clássica, a leitura mais direta para armar esse jogo de distância.
A idade também conta uma história. Aos 36 anos, Pantoja está na faixa de veterano experiente: um lutador que já viveu muitos assaltos, muitos campos de treino e muitas semanas de corte de peso, e que chega ao topo não por juventude, mas por acúmulo de estrada. Reforço aqui o que os dados permitem — o resto é o que você vai querer conferir com os próprios olhos.
O trecho mais recente do caminho de Pantoja mostra uma sequência sólida, com um tropeço no meio:
Lidas de trás para frente, essas linhas desenham uma boa fase: vitórias sobre Brandon Royval, Steve Erceg e Kai Asakura, além de mais um triunfo registrado, formando uma corrente de resultados positivos. O ponto de atenção é a derrota mais recente listada, para Joshua Van — o tipo de resultado que sempre coloca um brilho extra no próximo capítulo, porque todo mundo quer saber como o #1 responde.
O próximo compromisso ainda não está definido nos dados — então o convite fica em aberto. Coloque Alexandre Pantoja no seu radar, acompanhe cada novidade do peso-mosca e, quando o próximo duelo dele aparecer, monte sua setka e cravar seu palpite: dá para adivinhar o vencedor de “The Cannibal”?