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Um passeio pelo ranking do peso-mosca: quem está no topo, quem espreita o cinturão e onde mora a intriga da divisão.
O peso-mosca (flyweight) vive um momento raro de densidade. No comando está Joshua Van (17-2-0), de Myanmar, o campeão que segura o cinturão dos 125 lb com um cartel que combina volume de vitórias e apenas duas derrotas. Logo abaixo dele, a fila para o título é uma das mais qualificadas do esporte.
O nome mais pesado dessa fila é o brasileiro Alexandre Pantoja (30-6-0), o #1 da divisão. Trinta vitórias no cartel dizem muito: é experiência acumulada em altíssimo nível, e a posição no ranking coloca Pantoja como o candidato natural mais próximo de Joshua Van. Para o torcedor brasileiro, é a referência óbvia para acompanhar.
Na cola, o #2 Manel Kape (23-7-0), de Portugal, e o #3 Tatsuro Taira (18-2-0), do Japão. Taira chama atenção pelo mesmo motivo do campeão: só duas derrotas no cartel, sinal de um trajeto muito consistente rumo ao topo. Kape traz um número robusto de vitórias e a posição de #2 como argumento direto.
A faixa do meio é onde a divisão fica imprevisível. O #4 Brandon Royval (17-9-0), dos EUA, e o #5 Kyoji Horiguchi (36-6-0), do Japão, ancoram essa zona. Vale um destaque para Horiguchi: 36 vitórias é o cartel mais extenso de todo o ranking apresentado aqui — pura veterania dentro do octógono.
Uma das histórias mais curiosas é a do #6 Lone’er Kavanagh (10-2-0), da Inglaterra. Com apenas 12 lutas no cartel, é de longe o mais ‘enxuto’ entre os quinze — e já aparece no top 6. É o tipo de nome que separa quem chegou cedo de quem subiu depressa; vale seguir de perto.
Mais abaixo, o #8 Asu Almabayev (24-3-0), do Cazaquistão, impressiona pela relação de vitórias e derrotas: só três quedas em 27 lutas. E há o #9 Brandon Moreno (23-10-2), do México, um dos nomes de maior apelo da divisão, com cartel recheado e dois empates que contam sua própria história.
Na parte final aparecem o #10 Steve Erceg (14-4-0), da Austrália, o #11 Alex Perez (26-10-0) e o #12 Tim Elliott (22-14-1), ambos dos EUA, além do #14 Charles Johnson (19-9-0), também norte-americano. Elliott é o retrato do lutador de estrada: 37 lutas no cartel, o maior número de combates entre todos listados aqui.
A leitura do ranking mostra uma divisão em que o topo é claro (Joshua Van no comando, Pantoja logo atrás) mas o meio é uma bagunça saudável de estilos, idades e trajetórias. É exatamente o tipo de cenário que rende debate entre amigos: quem sobe, quem cai, quem fura a fila.
Se você curte esse quebra-cabeça, a melhor forma de entrar é montar sua setka para os próximos cards do peso-mosca e cravar seus palpites de vencedor. Acompanhe a divisão, compare suas leituras com as dos amigos e veja quem entende mais dos 125 lb.