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Cartel de 13-2, top da divisão e um físico feito para o combate: por que a francesa 'The Beast' merece uma vaga na sua setka.
Manon Fiorot, apelidada de “The Beast”, é uma das grandes referências do peso-mosca feminino (Women’s Flyweight). Francesa, ela carrega um cartel de 13 vitórias, 2 derrotas e nenhum empate — números que colocam qualquer nome no radar dos fãs que adoram discutir quem manda na divisão.
Hoje ela ocupa a posição #2 do ranking do peso-mosca feminino e ainda aparece como #5 no ranking peso-por-peso (p4p) feminino. Traduzindo o que isso significa no debate de bar: estamos falando de alguém a um passo do topo da própria divisão e reconhecida entre as melhores lutadoras do mundo, categoria à parte.
Antes de qualquer luta acontecer, o físico já conta uma história. E o de Fiorot é dos que chamam atenção para o peso-mosca:
Para a divisão dela, essa combinação de altura e envergadura é um trunfo evidente. Uma lutadora mais alta e com alcance longo tende a ditar a distância, trabalhar por fora e impor o próprio ritmo — o tipo de perfil que, no papel, transforma cada troca em um problema de matemática para a adversária. Somando os 36 anos, temos também bagagem: não é uma estreante crua, é alguém em fase de maturidade competitiva. A guarda ortodoxa completa o retrato de uma lutadora de fundamentos clássicos, construída para controlar o octógono a partir da postura convencional.
Vale o combinado de sempre: aqui a gente lê o físico e o cartel, não inventa estatística de golpe ou de queda que não esteja na ficha.
É na sequência recente que o caso de Fiorot fica interessante. Olha o retrospecto mais próximo:
O recado é claro. São quatro vitórias dentro dessa janela, com apenas uma interrupção: a derrota para Valentina Shevchenko, um dos nomes mais consagrados da história da divisão. Ou seja, o único tropeço recente veio contra a elite absoluta — e, mesmo assim, Fiorot voltou a vencer logo em seguida, batendo Jasmine Jasudavicius.
Repare também na qualidade dos nomes derrotados: Erin Blanchfield e Rose Namajunas não são adversárias de passagem, são figuras de peso no cenário. Superar essa gente é o tipo de currículo que sustenta a posição #2 no ranking e explica por que ela virou assunto obrigatório entre os fãs.
Alguns pontos para deixar no radar:
O próximo compromisso ainda não está definido nos dados que temos em mãos, então fica o combinado: assim que a francesa tiver adversária e data marcadas, é uma daquelas lutas em que dá gosto cravar o palpite antes de todo mundo.
Manon Fiorot é exatamente o tipo de lutadora que rende bom holivar entre amigos: física de sobra, ranking de respeito e uma forma recente que grita “top”. Segue a “The Beast”, fica de olho no anúncio do próximo combate dela e, quando ele sair, monta a sua setka e adivinha a vencedora antes da galera. Bora ver quem crava certo?