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Duas brasileiras do peso-palha se encaram na luta principal no Meta APEX, e no papel cada uma leva vantagem em um lado diferente da balança.
No dia 8 de agosto, no Meta APEX, em Las Vegas, o UFC Fight Night coloca frente a frente duas representantes do Brasil na divisão peso-palha feminino (Women’s Strawweight). De um lado, Amanda Lemos, cartel de 15-6-1, número #6 do ranking. Do outro, Alexia Thainara, a Burguesinha, com 14-1-0 e posição #14. É verde e amarelo dos dois lados do cadeado, e a sua missão como fã é simples: escolher um lado e montar a sua setka.
Na altura, empate técnico: as duas medem 1,63 m (5’ 4"). A diferença aparece na envergadura, onde Alexia leva vantagem com 67" contra 65" de Amanda — dois centímetros de alcance a mais que, no papel, ajudam a controlar a distância. Some-se a isso o confronto de guardas: canhota contra destra, o clássico quebra-cabeça de ângulos que costuma render trocações imprevisíveis.
O trunfo mais claro de Amanda Lemos é o ranking e a bagagem. Ela é a #6 da categoria, oito posições acima da rival, e carrega um cartel de 22 lutas somando vitórias, derrotas e empate (15-6-1). São muitos rounds de estrada, muitos nomes de peso pela frente — a experiência de quem já navegou a parte de cima da divisão. Quando a luta ficar complicada, é esse repertório de quem já passou por tudo que pode falar mais alto.
Já Alexia Thainara tem do seu lado a juventude e um cartel de arrepiar. Aos 30 anos, é nove anos mais nova que Amanda, e chega com 14-1-0: uma única derrota em quinze lutas. É o tipo de aproveitamento que grita confiança e momento. Com a envergadura mais longa e a guarda ortodoxa, ela tem as ferramentas físicas para ditar a distância contra a canhota mais velha.
A grande pergunta é: classe e ranking pesam mais, ou juventude e aproveitamento? Amanda é a favorita do papel pelo ranking (#6 x #14) e pela quilometragem de 22 lutas contra oposição elite. Mas Alexia é a subida de baixo com fome, sete anos mais jovem, praticamente invicta e com o alcance a seu favor. É o veterano contra a onda de baixo — e a diferença de idade de nove anos é o fiel dessa balança.
Olho na batalha da distância: se Alexia usar os 67" de envergadura para trabalhar por fora, ela impõe o seu jogo. Se Amanda encurtar o espaço e transformar em uma briga de #6, a experiência dela cresce. O duelo canhota x destra vai definir quem acerta os melhores ângulos.
Dois cartéis fortes, duas brasileiras, uma cadeira no topo do card. Agora é com você: quem sai com a mão levantada em Las Vegas? Crave o seu palpite e monte a sua setka.